Viver é ser vulnerável.
E se tivéssemos uma ferramenta que nos possibilitasse controlar a nossos atos?! Nós seriamos capaz de adaptar-se a ela ou tornaríamos totalmente vulneráveis?
Viver é ser vulnerável.
Pensem sobre a vela. Pensem apenas em como ela é vulnerável, submetendo-se ao jugo da chama a consumir-lhe cada segundo de glória. Agora pensem nas pessoas que assim vivem. Pensem naqueles que simplesmente se deixam consumir perante o brilho e calor do que quer que seja, e se esvaem sem significar nada, fadados a serem encerrados apenas num punhado de cera derretida.
Me permitem dizer algo?
Eu sou assim. Eu me sinto assim. Sou apenas o sustentáculo de um propósito maior, não necessariamente meu. E isso me deprime, isso me machuca.
Mas querem saber de algo mais?
Se vou passar por essa vida como alguém que simplesmente se foi sem fazer a diferença, aí já é uma decisão minha, mas não quero tomá-la. Tudo isso me deprime, mas não me derruba indefinidamente. Quero passar meus dias como uma vela sim, mas como a vela que trouxe luz para todos ao meu redor, e que deixou um rastro luminoso de coisas boas nas retinas cansadas do tempo.
Jess. 🌟
